25 de março de 2020

O que muda na minha vida financeira após a aposentadoria

O que muda na minha vida financeira após a aposentadoria? A aposentadoria traz uma série de mudanças para a vida do contribuinte e o fator econômico representa um grande peso nessas transformações. O impacto financeiro é sentido por todos, principalmente para aqueles que recebiam salários altos enquanto estavam na ativa, uma vez que o INSS […]

O que muda na minha vida financeira após a aposentadoria?

A aposentadoria traz uma série de mudanças para a vida do contribuinte e o fator econômico representa um grande peso nessas transformações. O impacto financeiro é sentido por todos, principalmente para aqueles que recebiam salários altos enquanto estavam na ativa, uma vez que o INSS limita o pagamento de benefício até R$ 6.101,06*. Ou seja, mesmo aqueles que recebiam um valor maior que o teto da previdência social, ao se aposentar passarão a receber até esse limite.

Além disso, os benefícios como Vale Alimentação, Refeição e PL¹ deixam de fazer parte dos recebimentos do aposentado. Também está incluída nessas perdas, a parcela do Plano de Saúde que era paga pela empresa, justamente no período em que os planos se tornam mais custosos, por conta da idade.

 Por isso é preciso estar bem preparado para essa fase da vida. Ter um plano de previdência complementar é um grande passo na construção de uma aposentadoria tranquila, mas é preciso ir além. Busque mais informações, procure saber se você contribui ao máximo com sua reserva financeira, tenha outros investimentos com vistas à aposentadoria.

*Teto Previdenciário a partir de janeiro/2020

¹PL – Participação nos Lucros – Trata-se de pagamento de natureza não salarial, condicionado a celebração de acordo, entre patrões e empregados com a participação do sindicato de classe. Ela funciona como um bônus, que é ofertado pelo empregador e negociado com uma comissão de trabalhadores da empresa de acordo com o resultado (LUCRO) da empresa que este trabalha.

Descubra se existe idade ideal para começar a investir em previdência

Quanto mais cedo, melhor. A maioria dos especialistas afirma que antecipar os investimentos na previdência é o melhor plano para quem deseja um futuro mais tranquilo. É que muito se fala sobre planejar a vida financeira e aplicar o dinheiro para ter mais tranquilidade na fase idosa, só que o assunto ainda gera dúvidas devido a variação nas taxas de rendimento. Por isso, o ideal é saber que precaução nunca é demais. Ainda mais se tratando de previdência.

A oportunidade de investir na previdência, geralmente esquecida pelos mais jovens, deve ser olhada com mais carinho. Afinal quanto mais cedo se começa a colaborar, mais tempo irá contar para o período necessário de contribuição. Portanto, o mais indicado é que – desde o primeiro salário – se comece a pensar no futuro.

No caso de optar pela previdência complementar, o ideal também é começar a contribuir o quanto antes e pagar parcelas até menores. Para desfrutar de um recurso adicional no futuro, a pessoa deve fazer contribuições para o plano (período de acumulação), sendo estas aplicadas no mercado financeiro (rentabilizadas) e o saldo acumulado poderá ser resgatado ou sacado integralmente ou mensalmente como uma aposentadoria ou pensão – dependendo do que constar no regulamento de benefícios.

A antecipação é o segredo. É pensando nisso que o conselho sobre se adiantar e fazer planejamentos prévios para a previdência se torna tão imprescindível. Seja para aproveitar o tempo e aprender novas atividades, investir ou até empreender, o importante é curtir o direito de parar de prestar serviço e olhar mais para si.

Saiba quais os documentos necessários para dar entrada na aposentadoria

Depois de tantos anos de trabalho árduo finalmente chega a desejada aposentadoria. Para não ter problemas na hora de dar entrada no processo, é preciso reunir alguns documentos. Planejamento e organização são essenciais para evitar qualquer contratempo. Além do RG, CPF e comprovante de residência, é essencial apresentar o NIT, que é o Número de Identificação do Trabalhador. Ele consta no PIS/Pasep, que também deve estar em mãos na hora de solicitar o benefício.

Para se aposentar por tempo de contribuição, é preciso comprovar que foi cumprido o período de trabalho exigido por lei, que pode variar de acordo com a categoria profissional. Essa confirmação pode ser feita através de carteiras de trabalho, carnês de contribuição e outros documentos que comprovem pagamento ao INSS. Outros documentos também podem ser aceitos para esse fim como original ou cópia autenticada da Ficha de Registro de Empregados ou do Livro de Registro de Empregados, original ou cópia autenticada do cartão, livro ou folha de ponto do trabalhador acompanhada de declaração fornecida pela empresa, contrato individual de trabalho, entre outros.

Caso a aposentadoria seja por invalidez, benefício concedido ao trabalhador permanentemente incapaz de exercer qualquer atividade laborativa e que também não possa ser reabilitado em outra profissão, o requerente precisará passar por uma avaliação da perícia médica do INSS. O benefício é pago enquanto persistir a incapacidade e pode ser reavaliado pelo INSS a cada dois anos. Além de todos os documentos de identificação pessoal e NIT, o candidato também precisa apresentar atestado médico, exames de laboratório e outros documentos que tenham o fim de comprovar o problema de saúde. Outras informações podem ser obtidas através do portalhttp://www.previdencia.gov.br/.

DICAS

Como ter uma família previdente

Criar bons hábitos financeiros é o primeiro passo para torna-se previdente. Entretanto, esse não é um caminho fácil a ser seguido, principalmente se você estiver sozinho na busca pelos objetivos. É preciso conscientizar toda a família sobre os passos a serem seguidos na construção de um futuro financeiramente tranquilo para todos.

Algumas dicas podem auxiliar você e sua família a encontrarem o melhor caminho para tornarem-se previdentes. Confira abaixo.

Organize as despesas

O passo inicial é saber qual a renda total da família e para onde está indo esse dinheiro. Para isso, é preciso registrar em uma planilha ou em algum caderno quais as receitas e todas as despesas, mesmo aquelas mais básicas como o lanche comprado na rua.

Planeje as despesas com antecedência

O começo do ano é sempre uma época de sufoco para as famílias, principalmente aqueles que tem filhos. Gastos com IPVA, IPTU, matrícula e material escolar para as crianças, tudo isso somado no mesmo período pode trazer um grande abalo no orçamento familiar. Para evitar essa situação, é preciso se preparar com antecedência e reservar durante todo o ano um dinheiro para esse fim.

Mas lembre-se, além das despesas fixas, outros gastos extras também devem ser pensados com antecedência, como uma viagem, por exemplo.

Envolva os filhos no planejamento

É fundamental que eles saibam da real condição financeira da família, até para não se frustrarem por não terem o padrão de vida que desejam. Deixe sempre claro o orçamento familiar e convide-os para participarem do planejamento financeiro também. Com os filhos mais informados sobre as condições financeiras da família, é mais fácil ter a ajuda deles no controle dos gastos. 

Saiba como reduzir o consumo de combustível do seu carro

Na rotina agitada em que se vive atualmente, é comum que grande parte da populaçãoperca horas no trânsito das grandes metrópoles. Além de perder tempo no engarrafamento, também perde-se dinheiro com o gasto de combustível. Com o alto preço da gasolina, algumas dicas para reduzir o consumo podem ser extremamente valiosas. De acordo com Guilherme Medeiros, professor de Engenharia Mecânica da UniFG, algumas medidas são essenciais para fazer economia. Acompanhe:

Manutenção do carro

Manter o carro com a manutenção em dia é muito importante. Trocar o óleo regularmente garante o bom funcionamento do motor e diminui a resistência (atrito). O filtro de ar também deve estar limpo. A sujeira atrapalha a entrada de ar no motor, resultando em uma combustão incompleta e mais gasto de combustível. Outro problema que também gasta mais gasolina são pneus mal calibrados. Com baixa calibragem, existe maior resistência à rolagem dos pneus, o que eleva o consumo.

Atenção ao dirigir

Evite grandes acelerações e, quando possível, opte pela redução de velocidade por meio do freio motor, reduzindo a marcha. O uso do ar condicionado também aumenta o consumo do veículo, porém, se está trafegando em alta velocidade, o ar condicionado será mais econômico do que andar com as janelas abertas, uma vez que o forte vento pode aumentar a resistência do ar sobre o veículo. Outra dica interessante é não sobrecarregar o peso do carro, pois quando fica muito pesado, a massa que o motor deve deslocar aumenta.

Combustível de qualidade

Tome cuidado com a qualidade dos combustíveis que coloca em seu carro. Apesar de os preços estarem muito altos, evite parar em qualquer estabelecimento que ofereça um valor mais barato. Tente manter o abastecimento em postos conhecidos e de confiança.

Poupar ou investir: o que fazer?

Em primeiro lugar, é importante saber o que significa poupar e o que quer dizer investir. É muito comum pensarmos que a poupança e o investimento variam de acordo com o risco, o valor do montante, o tipo de aplicação e muitas outras variáveis. Porém, a diferença entre poupar e investir consiste no tipo de objetivo que se tem. Quando a intenção é fazer uso de todo dinheiro aplicado, estamos falando de poupança. Já quando se pretende montar um patrimônio que irá gerar renda de maneira periódica, temos o investimento.

Desta forma, para decidir se você deve poupar ou investir, é preciso analisar seus objetivos. Para realizar uma viagem ao exterior, comprar um apartamento ou um carro é preciso poupar. Isso acontece porque o valor final que se deseja conquistar é fixo e a necessidade é determinada. Uma quantidade específica de dinheiro é juntada todos os meses e, quando se atinge o montante necessário, todo o valor é gasto de uma vez. O rendimento serve apenas para alguns ajustes de inflação e para que se atinja o objetivo um pouco mais rápido.

No investimento o processo é diferente. O objetivo neste caso é aplicar certa quantidade em dinheiro para que ela gere renda no futuro. O dinheiro empregado inicialmente não será retirado junto com o que rende dele. A ideia é viver a partir do dinheiro que frutifica da quantia investida inicialmente. Em resumo, o patrimônio que se tem gera uma renda que se estenderá, ficando disponível inclusive para os herdeiros e familiares.

Antes de decidir se deve investir ou poupar, analise os seus objetivos e a sua situação financeira. Quem tem dívidas a pagar deve sempre colocá-las como prioridade. Os juros cobrados quando se deve são muito maiores dos que são aplicados em investimentos de baixo risco. Controle bem as suas receitas (valores que recebe) e as suas despesas (tudo que você gasta). Somente com o orçamento familiar ajustado será possível poupar ou investir.

Por que você gasta mais do que ganha?

A regra de ouro da economia é gastar menos do que se ganha. Afinal, dessa maneira, sempre se tem dinheiro na conta e não existe risco de ficar sem dinheiro ou no negativo. Por que, então, tantas pessoas por aí gastam mais do que ganham todo mês? Para evitar cair nessa situação, é necessário ter atenção e cuidado com as despesas.

Algo que leva muita gente a gastar mais do que ganha é a falta de controle financeiro. Sem saber exatamente quanto se gasta por mês e também com o que se gasta, fica muito difícil regular as finanças e chegar até o final do mês com saldo positivo na conta. Assim, pode ser necessário anotar os gastos, mesmo os pequenos, num papel ou planilha para que se saiba para onde vai o dinheiro e, assim, poder definir quais gastos podem ser cortados e quais precisam ser mantidos de acordo com o estilo de vida.

Outra atitude que pode levar a muitos gastos desnecessários são as compras por impulso. Uma promoção que parece muito boa, ou um desconto que, no momento, pode parecer bom demais para deixar passar. Nessas horas, o ideal é parar um pouco para pensar se aquela compra realmente vai valer pena ou se vontade vem só pelo preço baixo.

É importante também definir prioridades para o dinheiro. Se você sabe que recebe determinada quantia todo mês, é possível se planejar com aquele dinheiro para planos de longo prazo, como uma viagem em família ou a aquisição de um bem de maior valor, como um carro. Assim, com o dinheiro com um destino certo, há menos espaço para gastos desnecessários e o orçamento fica mais controlado.

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